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Como aparecer no ChatGPT sendo médico: o que depende de você
Por Daniel Ridieri, fundador da RD360 · Atualizado em
Em resumo
Ninguém garante que um assistente de IA vai citar o seu nome. O que aumenta a chance é ter uma página oficial clara e rastreável, com nome, CRM, especialidade com RQE, cidade e perguntas frequentes; um perfil no Google completo e com os mesmos dados; e dados estruturados que as máquinas leem. Tudo isso segue a Resolução CFM 2.336/2023: sem promessa de resultado (art. 11, XII).
Como uma IA escolhe quem citar
Quando alguém pergunta ao ChatGPT, ao Gemini ou ao Perplexity por um dermatologista em determinado bairro, o assistente costuma buscar na web, ler algumas páginas e resumir. Ele tende a citar o que encontra com facilidade, entende sem ambiguidade e vê repetido em fontes diferentes.
A OpenAI publica os nomes dos robôs que usa, como o OAI-SearchBot, que lê páginas para a busca do ChatGPT (documentação). Se o seu site bloqueia esses robôs, ou se a informação só existe dentro de uma imagem, fica mais difícil ser lido.
Ninguém controla a resposta de uma IA. O que você controla é a qualidade e a consistência da informação que existe sobre você.
1. Uma página oficial clara
A página do link na bio é, muitas vezes, o único lugar com os seus dados organizados. Ela precisa ter, em texto (não só em imagem): nome, a palavra médico, CRM com UF, especialidade com RQE, a cidade e o bairro, o formato de atendimento e como marcar. Esses dados são também os que a Resolução CFM 2.336/2023 pede na página principal do perfil (arts. 4º e 6º).
2. Perguntas frequentes de verdade
As pessoas perguntam à IA do mesmo jeito que perguntariam à recepção: "atende convênio?", "faz teleconsulta?", "onde estaciono?". Uma seção de perguntas frequentes com essas respostas, em frases completas, dá à IA o trecho exato para citar.
Boas perguntas
- Pode: Quais convênios você atende?
- Pode: Como funciona a primeira consulta?
- Pode: Você atende por teleconsulta?
- Pode: Emite recibo para reembolso?
Evite
- Não pode: Respostas que prometem resultado (art. 11, XII).
- Não pode: “Sou o melhor da cidade” e outros superlativos.
- Não pode: Respostas copiadas de outro site.
- Não pode: Diagnóstico a distância na resposta.
3. Perfil no Google completo e igual à página
O perfil do consultório no Google é uma das fontes mais lidas. Nome, endereço, telefone, horário e categoria precisam ser os mesmos da sua página e do Instagram. Dados diferentes em lugares diferentes confundem buscador e IA: qual endereço é o certo?
Coloque o link da sua página no perfil, e o link de agendamento no botão de agendar. Peça avaliação a todos os pacientes atendidos, sem filtrar por nota e sem oferecer nada em troca, como pedem as regras do Google.
4. Dados estruturados
Dados estruturados são um código invisível na página que diz às máquinas, sem ambiguidade, que aquilo é um médico, com tal especialidade, em tal endereço, com tais perguntas frequentes. O Google explica o formato na introdução aos dados estruturados. Uma página feita para a saúde já deveria trazer isso pronto.
Há também o llms.txt, um arquivo de texto proposto para resumir um site para modelos de linguagem. É uma proposta recente, não um padrão garantido, mas custa pouco e não atrapalha.
5. Conteúdo que responde dúvidas
Posts e artigos que explicam um tema com calma, com fonte, ajudam pessoas e máquinas. Dentro das regras: conteúdo educativo é permitido, mas sem prometer resultado e sem expor paciente. O guia Publicidade na saúde no Instagram resume o que cada conselho permite.
6. Ser citado fora do seu site
Assistentes de IA dão peso a nomes que aparecem em mais de uma fonte confiável. Para o médico, essas fontes costumam ser: a página do hospital ou da clínica onde atende, a sociedade da especialidade, entrevistas e artigos em veículos da cidade e o próprio perfil no Google com avaliações.
O cuidado é o mesmo em todas: nome, CRM e especialidade escritos do mesmo jeito, e o link para a sua página oficial. Quando cada lugar diz uma coisa (um endereço antigo aqui, um nome abreviado ali), a IA tem menos certeza de que é a mesma pessoa e prefere não citar. Uma vez por semestre, vale procurar o próprio nome e corrigir o que estiver desatualizado.
Como testar
Faça as perguntas que um paciente faria, em assistentes diferentes: "dermatologista em Moema que atende particular", "endocrinologista que faz teleconsulta em Campinas". Anote se você aparece e qual fonte foi citada. Repita a cada mês. O resultado muda com o tempo e com a forma de perguntar, então olhe a tendência, não um teste isolado.
O que não funciona
- Pagar por "posição garantida" em IA. Não existe.
- Encher a página de palavras-chave repetidas: fica ilegível e não ajuda.
- Dados só em imagem, como o CRM dentro de um card.
- Copiar textos de outros médicos: a IA já leu o original.
Como o CliLink ajuda
A página do CliLink nasce com nome, registro, especialidade e endereço em texto, dados estruturados de médico, perguntas frequentes, o link certo do perfil no Google e um llms.txt com as páginas publicadas. Os robôs de busca e de IA são bem-vindos. Ninguém garante posição: a página fica pronta para ser encontrada. Veja Página e Google.
Perguntas frequentes
Dá para pagar para aparecer no ChatGPT?
Não existe posição garantida em assistente de IA. O que aumenta a chance é ter informação clara, consistente e fácil de ler sobre você na web.
O que o ChatGPT lê sobre um médico?
Quando busca na web, ele lê páginas públicas, como a sua página oficial, o perfil no Google e outros sites que citam você. Robôs como o OAI-SearchBot precisam conseguir acessar a página.
Perguntas frequentes ajudam mesmo?
Ajudam, porque dão respostas em frases completas para as perguntas que as pessoas fazem. Precisam seguir as regras do CFM: sem promessa de resultado.
Preciso de um site próprio?
Não necessariamente. Uma página oficial bem estruturada, com os seus dados em texto e dados estruturados, cumpre o papel principal.
A regra de publicidade do CFM vale para o que a IA lê?
Vale para o que você publica: a página, o perfil e as respostas. A Resolução CFM 2.336/2023 pede identificação completa (art. 4º) e veda promessa de resultado (art. 11, XII).