Link na bio para ginecologistas
Link na bio para ginecologistas: página oficial com WhatsApp, dentro das regras do CFM
Por Equipe CliLink · Atualizado em
Em resumo
O link na bio do ginecologista deve levar a uma página com nome, CRM, a palavra médico, Ginecologia e Obstetrícia com o número do RQE, os atendimentos, o endereço e um botão de WhatsApp com mensagem neutra para agendar. A Resolução CFM 2.336/2023 permite informar o valor da consulta e exige, no uso de imagens de pacientes, autorização, anonimato e respeito ao pudor e à privacidade; a filmagem por equipe externa só é autorizada em partos. O CliLink monta essa página com esses campos no lugar e avisa antes de publicar quando o texto parece fora das regras.
O que o CFM permite e proíbe no Instagram
A publicidade médica segue a Resolução CFM 2.336/2023, em vigor desde março de 2024. Para a ginecologia e a obstetrícia, o ponto mais sensível é o capítulo sobre imagens de pacientes (art. 14): ele pede respeito ao pudor e à privacidade de quem cedeu a imagem e anonimato mesmo quando há autorização. O perfil no Instagram e a página do link na bio contam como redes próprias do médico (art. 8º, § 1º).
Pode
- Pode: Informar o valor da consulta e as formas de pagamento (art. 9º, VI).
- Pode: Anunciar descontos em campanhas, sem venda casada nem prêmio (art. 9º, VIII).
- Pode: Publicar conteúdo educativo sobre saúde da mulher, gestação e prevenção, com imagens quando ajudarem a mostrar sinais que pedem avaliação (art. 14, I).
- Pode: Publicar fotos de parto feitas por equipe externa, quando a parturiente ou a família quiserem e você concordar (art. 14, II, d), respeitando as demais regras de imagem.
- Pode: Publicar selfies, imagens e áudios sem sensacionalismo (art. 8º, III).
- Pode: Mostrar consultório, equipe e equipamentos com as indicações aprovadas pela Anvisa (art. 9º, I e IX).
Não pode
- Não pode: Usar imagem de paciente sem autorização, que exponha a intimidade ou que permita identificá-la (art. 14, II, e e i).
- Não pode: Editar, manipular ou melhorar imagens (art. 14, II, f).
- Não pode: Transmitir consulta ou procedimento ao vivo, mesmo com autorização da paciente (art. 11, VIII).
- Não pode: Garantir, prometer ou insinuar resultado, inclusive em procedimentos de estética íntima e em reprodução (art. 11, XII).
- Não pode: Publicar conteúdo que cause medo ou insegurança, mesmo sobre fatos conhecidos (art. 11, § 2º, e).
- Não pode: Divulgar método ou técnica não reconhecido pelo CFM (art. 11, VII).
- Não pode: Anunciar consulta gratuita no consultório particular (art. 11, § 4º, c).
Imagem de paciente do seu próprio arquivo pede três coisas, mesmo com autorização para divulgar: autorização da paciente, respeito ao pudor e à privacidade e anonimato garantido (art. 14, II, i).
Privacidade fora do feed também. Dado de saúde e de vida sexual é dado pessoal sensível para a Lei Geral de Proteção de Dados (art. 5º, II). Na prática, o botão de WhatsApp da página deve abrir com uma mensagem neutra, que não peça à paciente para contar o motivo da consulta na primeira mensagem.
Valor da consulta e desconto em campanha estão em Médico pode divulgar preço de consulta?. As regras do CFM comparadas às dos outros conselhos estão no guia Publicidade na saúde no Instagram.
O que a página do link na bio precisa ter
Quem procura ginecologista pelo Instagram quer confirmar a especialidade, saber se você acompanha a fase da vida dela (adolescência, gestação, menopausa) e marcar sem constrangimento. A página responde isso com discrição e já cumpre o que a resolução exige.
- 1
Nome, CRM e a palavra médico
Nome e número do CRM de cada estado onde você atende, com a palavra MÉDICO ou MÉDICA (art. 4º), na página principal do perfil (art. 6º).
- 2
Ginecologia e Obstetrícia com RQE
A especialidade seguida do número do RQE, e as áreas de atuação ligadas a ela, cada uma com o próprio registro. Você pode divulgar até duas especialidades (art. 13). Pós-graduação sem RQE vem com a expressão NÃO ESPECIALISTA.
- 3
Atendimentos explicados
Consulta ginecológica, pré-natal, parto, planejamento familiar, menopausa: uma frase sobre cada um e quando procurar. Sem promessa e sem imagem que exponha paciente.
- 4
Botão de WhatsApp com mensagem neutra
Uma mensagem pronta como “Olá, vim pelo Instagram e quero agendar uma consulta” deixa a paciente marcar sem explicar o motivo por escrito.
- 5
Hospital, convênios e endereço
Onde você faz os partos, convênios aceitos, endereço com mapa e horário. Esses dados ajudam o Google a mostrar você para quem procura ginecologista na sua cidade.
- 6
Perguntas frequentes
A partir de que idade ir à ginecologista, se acompanha o parto, se atende adolescente sem acompanhante. É o trecho que as IAs costumam citar.
No CliLink esses campos já vêm no lugar, com CRM e RQE no topo. Antes de publicar, a plataforma confere o texto e avisa quando algo parece fora das regras do CFM, como promessa de resultado. Quem decide é você.
Exemplo de página
Ainda não temos uma página pública de ginecologista para mostrar aqui. A página de demonstração abaixo é de dermatologia, com dados fictícios, e serve como modelo de página médica: CRM e RQE no topo, serviços explicados sem promessa, convênios, endereço, horário e o botão de WhatsApp. Troque a especialidade e os atendimentos pelos seus.
Erros comuns no link na bio do ginecologista
- Foto de paciente que dá para reconhecer. Mesmo com autorização, a resolução pede anonimato e respeito ao pudor (art. 14, II, i).
- Vídeo de procedimento ou de parto ao vivo. Transmissão em tempo real de consulta ou procedimento é vedada (art. 11, VIII).
- Antes e depois de estética íntima. Só cabe no formato educativo do art. 14, II, com evoluções insatisfatórias e complicações, e sem identificar a paciente.
- Post que assusta para vender consulta. Conteúdo que causa medo ou insegurança é sensacionalismo (art. 11, § 2º, e).
- RQE fora da bio. A especialidade só pode ser anunciada com o número do RQE, na página principal do perfil.
- Mensagem pronta que pede o motivo. “Conte o que você está sentindo” expõe dado sensível no primeiro contato. Prefira uma mensagem neutra.
- “Consulta grátis” para atrair. No consultório particular é concorrência desleal (art. 11, § 4º, c).
Perguntas frequentes
Ginecologista pode postar foto de parto?
A Resolução CFM 2.336/2023 autoriza a captura de imagens por equipe externa durante procedimentos só em partos, quando a parturiente ou a família desejarem e o médico concordar (art. 14, II, d). Para publicar, valem as demais regras do art. 14: autorização da paciente, respeito ao pudor e à privacidade e anonimato.
Médico pode divulgar o preço da consulta?
Pode. A resolução permite informar o valor da consulta e as formas de pagamento (art. 9º, VI) e anunciar descontos em campanhas, sem venda casada nem prêmio. Consulta gratuita no consultório particular continua vedada.
O que precisa aparecer na bio do ginecologista?
Nome, número do CRM com a UF, a palavra médico ou médica e a especialidade, Ginecologia e Obstetrícia, com o número do RQE (art. 4º). O art. 6º pede esses dados na página principal do perfil.
Posso postar antes e depois de cirurgia íntima?
Só com finalidade educativa, nas regras do art. 14, II: em conjunto com indicações, evoluções satisfatórias e insatisfatórias e complicações, texto educativo, sem edição e sem identificar a paciente, com autorização e respeito ao pudor. Prometer ou insinuar resultado é vedado (art. 11, XII).
Posso fazer live mostrando um procedimento?
Não. A resolução veda expor imagens de consultas e procedimentos transmitidas em tempo real, mesmo com autorização expressa da paciente (art. 11, VIII). A exceção é para eventos científicos só para médicos e estudantes de medicina.
Como cuidar da privacidade da paciente no link da bio?
Sem imagens que identifiquem pacientes e com uma mensagem pronta neutra no WhatsApp, que não peça o motivo da consulta. Dado de saúde e de vida sexual é dado sensível pela LGPD (art. 5º, II).
Quanto custa criar a página no CliLink?
A página pode ser criada e publicada de graça. O plano Pro acrescenta recursos como estatísticas completas, rastreamento de anúncios e seções sem limite.